Poesia Sem Compromisso
Espaço pra mim pra você, semi-virtual, emocional, real.
Quase piegas
Postado por
Jônatas R. Santos 13º
às
10:13
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Eu vou aonde você quiser
atravesso o mundo
eu vou a pé
Largo o conforto
pois sei que nem morto
posso te esquecer
E mesmo ainda se você não quiser
eu vou ser seu
e sempre um pedaço do meu eu
vai te querer
Fale qualquer coisa
não fique assim
mais uma vez calada
porque desde que se foi
minha vida anda parada
esperando um telefonema
uma chance mesmo que pequena
de te encontrar
E vou, só me fale o lugar
largo o serviço
todos os vícios
apago agora meu último cigarro
entro agora no carro
e vou te encontrar
deixo as montanhas, as serras
diga que ainda me esperas
pois meu coração
que anda aos pedaços
refez todos os passos
que agora meus pés querem dar
Fale agora, não espero
nem mais uma hora
pra ir te encontrar
Todas as mortes
Postado por
Jônatas R. Santos 13º
às
16:19
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Eu morri hoje
Sucessivamente
morte e renascimento
e mesmo assim
eu nunca mais te encontrei
Morri todas as mortes
todas possíveis
e sempre ainda
ressurgi
fénix maldita que sou
queria de todas as formas partir
E todas as vezes que eu estive aqui
te procurei
na louca e incompreensível esperança
que você fosse a vida
mas me arriscando em te procurar
gerava mais uma despedida
pensando que desta vez não voltaria
saída
Eu fui em todos os mundos
todos os tempos e eras
peregrinei em todas as dimensões
indo de eternidade a eternidade
nem tempo
nem idade
puderam me fazer te achar
Aonde estás meu amor?
Morrestes a morte que eu não posso?
viajastes na carruagem de fogo?
fora tomada?
morrestes a morte da vida?
estás aonde não é mundo
nem tempo ou eternidade?
Amor meu
será que procuro quem não existe mais
será que um dia exististes?
fora transformada em outro alguém?
será que fostes quem sonhei?
será que fostes mesmo real?
Morro todas as mortes
e de angústia em angústia
não acho um fim
é o desepero
a certeza do muro
a falta da porta
abismo sem fundo
sempre mas, no entanto, embora...
nunca enfim...
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eternidade,
tempo
1 comentários
hi-fén
Postado por
Jônatas R. Santos 13º
às
15:06
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Venal
mesmo assim venial
genial
mas boçal
humano
puro engano
fundo de pano
vai pelo cano
atroz
ainda assim um de nós
cruel
como um fiel
história
memória?
(contra-ditória
dita-tória)
informal
dos males o mau
e assim final
Fim de tarde quente
Postado por
Jônatas R. Santos 13º
às
18:00
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
qual o parâmetro de normal
quem decide
o que é estranho
o que é normal
o que é comum
pinga com limão
coca com rum
eu acho estranho que estranhem
qual enfim é a estranhesa?
todo dia café na mesa
ou sempre uma sobremesa?
quem decide o que é beleza?
o que é feiura?
não seria tudo isso loucura?
mas afinal, o que é loucura?
Acho em dias
todos idiotas
corredores em busca do vento
e eu em busca de alento
aumento ainda mais meu sofrimento
acabo eu correndo atrás do vento
sem lenço
sem documento
essas perguntas
na verdade são retóricas
não querem respostas
eu não iria querer saber as respostas
eu me sentiria um idiota
e é assim que me sinto
não minto
por ter proposto essas perguntas
é uma grande bagunça
eu queria uma só solução
mas a solução é a própria confusão
e chego derrepente a mais um final
sem ao menos entender o que queria dizer
seria este meu mal?
sem respostas me sinto bem
e amanhã, o que vem?
um feriado?
natal?
estamos em janeiro
falta ainda um ano inteiro
carnaval!
fevereiro
quintal
terreiro
e eu aqui no serviço
tenho ainda meu cigarro
e o chão como cinzeiro
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estranho,
idiota
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Que desce dos olhos
Postado por
Jônatas R. Santos 13º
às
14:54
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Siga este caminho de dor
deixado no rosto
Siga este caminho
movido pelo amor
Siga este caminho
que apaga o semblante
e em um curto instante
espelha a morte
Siga este caminho triste
marcado nos olhos
Siga este caminho
que a tempos existe
Siga este caminho
que desfalece o corpo
que deixa quase morto
sem forças pra lutar
Siga este caminho
que as lágrimas
cravaram na face
e que nem serve de disfarce
para tentar te enganar
Siga este caminho
que desce dos olhos
que leva a boca
esse amargo gosto
que foi imposto
por palavras sem medidas
nesse caminho de dor
medido por amor
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Outras coisas
Postado por
Jônatas R. Santos 13º
às
10:18
terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Então
não vamos falar de amor
tudo isso por uma mulher
vamos falar de futebol
política
mas também não vamos falar de religião
Vamos falar de coragem
de medos e neuroses
será que só serão se forem de amor?
Vamos nos calar
e assim descobrir
que por mais que tenhamos
agora não temos nada a falar
vamos conversar
sobre qualquer coisa
que se pareça com futilidade
falar sobre o universo
sobre sobre o clima
corrupção
doenças, curas, televisão
Me conte uma piada
me faça perguntas
me deixe entre a cruz e a espada
solte uma gargalhada
me fale do seu emprego
da sua escola, da sua casa
da sua família, dos seus amigos
da sua história
riscos,perigos
me fale de suas pintas
do seu umbigo
Me diga qualquer coisa
que não seja de amor
tudo menos paixão
de uma festa, do bolo
de um velório, caixão
em que padaria você compra pão
do trânsito, do ônibus
se seu carro precisa de revisão
me fale de tudo
so não me fale daquela menina
me fale de música
tropicalismo, bossa, clube da esquina
me fale de cravos, me fale de espinhas
Hoje um prédio caiu
você viu aquela construção?
me fale, ou se cale
só não diga
nem balbucie uma só palavra
nem um só refrão
sobre amor
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não diga,
não fale
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