eu queria explodir
e consumir num incêndio
eterno dentro de mim

que fosse fogo por fogo
ardendo aqui dentro
eterno e sem fim

mas do lado de fora
o gelo consome
nenhuma fagulha
que queime um capim

nenhuma lareira
nem fósforo
nem vela
é só vento que corta
é tão frio assim

oxalá esse poema fosse
coquetel molotov
incendiário
que te queimasse
como queima em mim

talvez assim sairia
desse casulo de gelo
e de amar tanto o espelho
e não procurasse em meu eu
pedaços inteiros de ti

e voltasse pra casa correndo
como menino pequeno
que morre de medo
sabendo que seu lugar é aqui

e parasse de ter alegria
no liquido que escorre do peito
da cor de carmim

essa lava de hemoglobina
que sai da minha bomba, turbina
e só serve pra te dirvetir

eu queria explodir por inteiro
e derreter todo gelo
que me separa de ti

esse vulcão que sou tão dormente
que revolve em fúria ardente
aqui dentro de mim

talvez mais um ou dois terremotos
que me abalem por inteiro
faça jorrar tanta fúria
que é esse amor que guardo por ti

e do gelo só fique a memória
e que no fim dessa história
a gente seja feliz


2 Comments

Anita dos Anjos disse...

gostei muito! muito obrigada pela visita ao meu blog, espero que tenhas gostado como gostei do teu e do da Anita.
Um abraço

☆Anjo☆ disse...

Oi Jônatas... Lindo, lindo... que declaração de amor, hein!!!!!!!! Um hiper Feliz dia dos namorados!!!!!!!!!!!!!!! Mil e um beijos, bye bye