Não sabemos o que estamos fazendo
mas afinal, quem sabe?

Sempre a procura do que não sabemos
tentando sempre matar a vontade
vontade de sempre estar a procura

Parece ser essa a sina
De quem em sinceridade quer se encontrar
De quem não se satisfaz com mentiras

E os caminhos vão se cruzando
em estradas nem sempre planas
e atalhos novos formando
Aumentando as vozes que teimam em não se calar

Acho que corremos o risco de ser muchileiros
a procura de um lar
Não sabendo que o lar é a própria viajem

Vai saber?!!
Ainda estamos a nos encontrar

Quer saber?
se não se acredita em destino
tudo pode sempre mudar



Me parece a cada dia
que por mais que eu não queira
existem coisas que já nascem decididas
como encontros e despedidas

E por mais que as madrugadas
testemunhem o esforço repetido
fica sempre mais uma vez decidido

E nem adianta tentar reverter
A sina continua e o melhor é fingir
Assim a gente se tem em mentiras verdadeiras
que so se tornam mentiras nas horas derradeiras
Em que não podemos esconder nossas diferenças
Em que encaramos a verdade com a dureza devida
E com suspiros "dureza de vida..."

Não sou teu, nunca serei
sou tão seu, como errei...

Estar com você
é poder ter por instantes efêmeros
seu olhar

E as madrugadas registram no tempo
uma história que nem deveria ter começado
e agora teima em não acabar
Também você tinha que ser tão você
e eu? Porque teria a chave de seu ser?

As madrugadas eternizam aquilo
que nunca deveria ter acontecido
e eu sei que essas ruas nunca mais serão as mesmas
nem as praças, prédios, carros...
são testemunhas...

Encontros-despedidas
Foi assim, e é assim que tem de ser...