E se o passado
vem a tona?
A gente se pergunta:
O que fazer?
A gente se pergunta o porque...

A gente re-significa
e mesmo assim
não sabe se vai...
se fica...
e mais uma vez se complica

Seria mesmo necessário
esquecer...
mas no fim e enfim
ainda penso em você

Eu nunca sou tudo que sou
porque ainda uma parte
mesmo que hoje pequena
continua contigo
esse é o risco
o perigo
que ainda hoje levo comigo
e que me impede de arriscar
mesmo que seja
somente uma parte
uma parte pequena

Mas vamos em frente
pois não se sabe
se logo em frente
isso tudo possa mudar.
Vamos!
Foi sempre assim
e mesmo assim
exito em arriscar
mas vamos em frente
pois logo em frente
essa parte mude
pois mesmo pequena
acho que valha a pena
pelo menos tentar

O risco
O perigo
levarei comigo

E a despedida
essa parte (pequena)
da vida
deixo pra trás
deixo agora
(somente na memória)
deixo pra sempre
sigo em frente
pra não mais voltar



Me parece a cada dia
que por mais que eu não queira
existem coisas que já nascem decididas
como encontros e despedidas

E por mais que as madrugadas
testemunhem o esforço repetido
fica sempre mais uma vez decidido

E nem adianta tentar reverter
A sina continua e o melhor é fingir
Assim a gente se tem em mentiras verdadeiras
que so se tornam mentiras nas horas derradeiras
Em que não podemos esconder nossas diferenças
Em que encaramos a verdade com a dureza devida
E com suspiros "dureza de vida..."

Não sou teu, nunca serei
sou tão seu, como errei...

Estar com você
é poder ter por instantes efêmeros
seu olhar

E as madrugadas registram no tempo
uma história que nem deveria ter começado
e agora teima em não acabar
Também você tinha que ser tão você
e eu? Porque teria a chave de seu ser?

As madrugadas eternizam aquilo
que nunca deveria ter acontecido
e eu sei que essas ruas nunca mais serão as mesmas
nem as praças, prédios, carros...
são testemunhas...

Encontros-despedidas
Foi assim, e é assim que tem de ser...