Nas sombras espúrias

Da minha memória

Onde jazem pensamentos esquecidos

Ali, sempre guardei seu nome esculpido


Naqueles escuros

Onde brilham apena espaças luzes

Vi a vida inteira, sem conseguir entender

Seu nome a se esconder


Ó luzes que brilham jamais

Porque não me ajudas a ver

O nome da minha amada

Que teima em se esconder


E nesses caminhos tenebrosos

Enquanto vagava a sua procura

Nos labirintos de sombras dentro de mim

Com outros nomes me iludi

E na ânsia de te achar, me perdi


E na noite que pairava ali esculpida

Eu estava cansado, por tantos nomes que me passaram na vida

E no mais impossível dessa situação inesperada

Ali estavam seus olhos -verdes- iluminando essa estrada

E pude ver nesse momento o nome que tanto procurava

Nas sombras de minhas memórias

Onde jazem segredos e vestígios dessa historia

Onde todo dia a mente, monta e remonta essa nossa vitoria



Amor que é amor
erra querendo acertar
erra por simples errar

Amor que é amor
não cansa de perdoar
perdoa mesmo ao cansar

Amor mesmo
não consegue se irritar
e nem ainda se irrita de tanto amar

Amor que é amor
sabe não ser compreendido
e compreende mesmo quando não entendido

Amor será que é humano?
Será só humano?

Amor que é amor
sabe conviver com a dor
pois para o amor nada disso faz sentido
pois para o amor dor faz crescer em amor

Para o amor
as coisas são assim como são pra você
São a singelesa complicada
em um olhar-sorriso descomplicada
no meu peito sua cabeça recostada
em um turbilhão de respostas sua boca calada



Na verdade o amor
não é pedra preciosa
Na verdade o amor
é cimento, areia e aço

Na verdade o amor
não é ouro ou pedra preciosa
nos jardins ele é terra
nunca é rosa

Na verdade o amor
não é fachada nem altar
É base, é profundo
é alicerce, é pilar

Na verdade o amor
não é pedra preciosa
que apenas serve para si adimirar
É cimento, areia e aço
que após os terremotos
teima em não se quebrar

É cimento, areia e aço
que mesmo após as tormentas
e perdendo algum pedaço
está sempre firme
pronto pra outras enfrentar

Não, não é joia preciosa
que caiem logo após o primeiro tremor
É cimento areia e aço
é concreto, suporta toda dor

Não, não é rosa
orquídeas, violetas e margaridas
É chão, é terra
é sustentador da vida
É o remédio amargo
dolorido, que cura toda ferida

Verdadeiramente
pouco o amor tem de belo
Pelo menos nesse mundo de aparências
porque é nele que se encontra
as verdadeiras essências
É nele que ainda repousa
minha alma em paciência
Procurando um dia ainda encontrar
um lugar calmo para poder descansar
É dele que brotam outras coisas
que servem para me adornar
É nele que faço afrescos de seu rosto
para todos os dias recordar

Ah quem me dera!
Ter uma casa só de concreto
e do que é concreto fazer moradia

Ah quem me dera!
Ser do amor por completo
e que todas as minhas noites fossem dias

Ah quem me dera!
Viver num mundo sem aprência
onde o precioso fosse o concreto

Ah quem me dera!
Sair desse mundo em decadência
onde o precioso é o objeto

Ah que me dera!
Viver num mundo sem rosas e flores
que se passassem por verdadeiras

Ah quem me dera!
Viver com verdadeiros amores
pois amor mesmo sem ser belo dura a vida inteira





Não importa a maneira
Ou o método adotado
Importante é transformar
Em novo o usado

Até palavras que se perdem
Às vezes por não dizer
Tornam-se novas em outras em bocas
Sem jamais envelhecer

Como água mole em pedra dura
Que paciente talha a escultura

Como a terra
Para o artesão
Pó transformado em ouro
Pela sua mente e mão

E cada minuto usado
(que seja bem usado)
Para ser reaproveitado
Sem dor
Para que cada lembrança
Seja um fio de esperança
E uma dose de confiança
De um futuro melhor
E o bem seja reciclado e o falso rejeitado
Pois é o imperativo maior



A vida passa em um segundo
Um segundo tão extenso...
Que te amo e te largo
—te pertenço—

E passando vai em um milênio
Janeiro... ...Dezembro
Quanto tempo?!
Não me lembro

Corre! Espera!
Vai e volta,
E agora...
...O que importa?

Te lembro, me esqueço

E a cada tempo que passa
Passam mil histórias
Que duram apenas um segundo
---Tão extenso---
E não importa mais o que penso
Se um, dois ou três milênios
Se voltasse ou passasse mais um segundo
---extenso?---
Te esqueço, te pertenço



Nas sombras espúrias
Da minha memória
Onde jazem pensamentos esquecidos
Ali, sempre guardei seu nome esculpido

Naqueles escuros
Onde brilham apena espaças luzes
Vi a vida inteira, sem conseguir entender
Seu nome a se esconder

Ó luzes que brilham jamais
Porque não me ajudam a ver
O nome da minha amada
Que teima em se esconder

E nesses caminhos tenebrosos
Enquanto vagava a sua procura
Nos labirintos de sombras dentro de mim
Com outros nomes me iludi

E na ânsia de te achar, me perdi

E na noite que pairava ali esculpida
Eu estava cansado, por tantos nomes que me passaram na vida
E no mais impossível dessa situação inesperada
Ali estavam seus olhos -verdes- iluminando essa estrada
E pude ver nesse momento o nome que tanto procurava
Nas sombras de minhas memórias
Onde jazem segredos e vestígios dessa historia
Onde todo dia a mente, monta e remonta essa nossa vitoria